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amálgama

Um ligeiro exercício filo-poético, cruzando versos de Ferreira Gullar e Walter Franco:

Uma parte de mim é ternamente

Outra parte é terna mente

Uma parte de mim é ter na mente

Outra parte eternamente

 

Traduzir uma parte

Na outra parte

Eterna arte.

Eternar-te!

 



Escrito por Marco Antonio às 00h48
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depois daquele selo

Quis o destino que fossem no mesmo dia. Primeiro Ingmar Bergmann, 89 anos. Logo depois Michelangelo Antonioni, 94. Dois dos principais cineastas da história partiram na mesma data: 30 de julho de 2007. O cinema ficou mais pobre.

 

Apesar de díspares, pode se dizer que seus estilos e intentos sejam complementares. Bergmann investe no existencialismo, na incessante busca travada pela alma humana... O Sétimo Selo, Gritos e Sussurros, Sonata de Outono. Por outro lado, Antonioni lança um olhar marxista sobre a burguesia e as elites, de vidas vazias e nulas... A Noite, Blow-Up, O Deserto Vermelho.

 

E ambos se foram depois de dizer e mostrar o que tinham de melhor. Viveram, enfim. E fim!

 

Daqui por diante será quase impossível assistir filmes inéditos do Bom Cinema... Aliás, desde Beleza Americana, não sei o que é Bom Cinema!



Escrito por Marco Antonio às 19h43
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Gente muda? A gente muda?

Acho que foi em 1983. Era o programa Supergrilo, predecessor do Roda Viva, programa de entrevistas ao vivo na TV Cultura. No caso, Supergrilo trazia três convidados que respondiam perguntas que os telespectadores enviavam por telefone. Numa época em que ainda não existia internet e e-mails, era uma ótima oportunidade de conversar com pessoas importantes da mídia e da política

Nesse programa em questão, um dos convidados era Henfil, o cartunista. A certa altura alguém perguntou: “Como você, sendo um petista convicto, defensor das liberdades democráticas, pode admirar tanto um integrante da antiga Arena, e ao mesmo tempo é um crítico ferrenho de pessoas que sempre defenderam a oposição ao governo militar.” Especificamente, as pessoas citadas eram Teotônio Vilela e Orestes Quércia, então senadores.

Henfil respondeu algo assim: “Quando veio o golpe de 1964, veio como se fosse uma guilhotina dividindo o país em duas partes. Quem estava de uma lado, ali teve de ficar. Agora com a abertura, as pessoas vão se encontrando e se colocando em seu devido lugar.... e assim vamos descobrindo quem é quem. E o pior é que descobrimos que na verdade somos muito poucos.”

 

Mais de vinte anos depois, tivemos vários governos, direita, esquerda, centro, e todos os tipos de presidentes, velhos, jovens, intelectuais, trabalhadores, playboys, empresários etc. Dezenas de escândalos de corrupção, superfaturamentos, desvios de verbas. Descaso quase que absoluto com as coisas da população, educação, saúde, cultura, segurança. Problemas diversos com infra-estruturas de energia elétrica, energia nuclear, petróleo, abastecimento... Ineficiência nos transportes terrestres, fluviais, marítimos, aéreos. Culminando em mais um (e previsto) acidente aéreo numa grande metrópole... e toda sua repercussão na mídia.

 

E me lembro da frase do Henfil:

 

Na verdade, ainda somos muito poucos!



Escrito por Marco Antonio às 11h19
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sobre cartas

No princípio era verbal. Para ser mais preciso, oral. A comunicação a longas distâncias era executada por mensageiros que atravessavam planícies e pântanos levando as boas novas de um canto para outro. Aí surgiu a escrita, e assim fez-se a carta. Durante séculos, o meio de comunicação usado por todas as civilizações eram correspondências que, ao se aprimorarem, acabaram por se tornar documentos históricos, narrando hábitos e costumes, pensamentos e idéias de várias gerações. Com o advento dos mais variados tipos de tecnologias, outras formas foram criadas: telégrafo, telefone, rádio, internet, e-mais, chats, sites de relacionamentos, blogs... mas a carta permance como a mais elaborada das formas de se comunicar. Desde à qualidade gramatical utilizada até às narrativas detalhadas, escrever cartas ainda é um hábito que permanece intacto, apesar de pouco usual. Gosto de escrever... e gosto de escrever cartas...

Se você correr até a caixa de correio que está no seu portão, pode ser que encontre uma à sua espera!

 



Escrito por Marco Antonio às 22h04
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poesia de olhar

Depois de 40 anos de carreira, e 59 de idade, o catalão Lluis Llach anuncia sua aposentadoria. O mais popular compositor da Catalunha passou por todas as dificuldades de quem se iniciou nos anos 60, principalmente se considerarmos a Espanha franquista da época: censura, proibições, exílio... chegou a ser multado por “dialogar com o público” em suas apresentações. Mas a principal característica de sua obra não é a política, apesar de sempre se dispor a apresentar-se em manifestações populares em favor de alguma causa democrática. Tal qual Che Guevara, ou até com mais eficiência, “Ternura siempre”, suas canções falam do belo, e da sensibilidade e emoções que nos causa. Segue abaixo uma de suas mais belas peças, “La poesia dels teus ulls”, seguido de uma tentativa de vertê-la para o português...

 

La Poesia dels teus ulls

Lluis Llach

Molt sovint, quan ve la nit,
se m’emporta una fada:
la bellesa dels teus ulls
- negre intens sobre mar blanca -
sempre incerts a la mirada.
I així, gelós, vaig desfent
cançons que m’acostin a ella. Però...

La poesia dels teus ulls
sé que no la podré escriure,
cada vers que jo trobés
en el paper se’m moriria
del dolor de no ser prou fidel.

Però sé que no m’he de cansar
de buscar aquell llenguatge amic
que m’acosti a la poesia dels teus ulls,
malgrat que no la pugui escriure,
però així lluitaré amb mi,
esperant sempre una albada,
àvid de sorprendre la teva mirada.

 

 

A poesia do teu olhar

(por Marco Antonio de Paula)

 

Pois então chega a noite

E me surge uma fada.

A beleza de teu olhar

- negra intensa em mar branco –

sempre incerto quando admirada.

E assim zeloso vou costurando

Canções que me aproximem a ela. Mas...

 

A poesia do teu olhar

Sei que não poderei escrever.

Cada verso que criar

No papel me mataria

De dor por não ser tão fiel.

 

Mas jamais me cansarei

De perseguir a palavra amiga

Que me aproxime à poesia de teu olhar

Ainda que não possa escrevê-la

seguirei enfrentando a mim,

Aguardando sempre um amanhecer

Ávido por surpreender-te, fada.

 

http://www.lluisllach.cat/



Escrito por Marco Antonio às 17h14
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Olá a todos!

 

Aos poucos vou retomando o blog. E logo abaixo você poderá ler meus comentários  sobre o filme do Cartola.

 

A novidade é que foi criada uma comunidade do blogMacCall no orkut:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34396895

 

E você está convidado a participar dessa comunidade, com seus comentários e sugestões... críticas também, claro!

 

Abraços a todos!



Escrito por Marco Antonio às 12h05
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Vejam estas canções!

Pôster do filme. Foto: divulgação.

 

“Ele é de uma altivez principesca”. Assim Cacá Diegues definiu Cartola, em depoimento ao filme homônimo de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, que nos mostra não só a vida do sambista carioca, como histórias de samba, escolas de samba, sociedade e do país.

Esse foi um dos vários adjetivos relativos a Agenor de Oliveira, garoto que nasceu classe média, mas que os infortúnios da vida o levaram ao morro da Mangueira. E seu gosto por música logo o colocou entre os expoentes da comunidade, e seu carisma o levou a unir os diversos blocos do morro para fundar a Estação Primeira de Mangueira. O samba-enredo de estréia se chamava “Chega de demanda”. E da mesma forma, juntou sambistas de diversas escolas, tidas como rivais, em vários regionais ou grupos de samba.

O que chama a atenção foi sua indolência para com os estudos. É impressionante descobrir que o autor de frases com a sensibilidade de “Queixo-me às rosas” ou "Vem corra e olhe o céu que o Sol vem trazer" mal completou o curso primário.

 

Como havia poucas imagens de época do Cartola, os diretores encontraram um meio que é simplesmente um achado: pontuar a história de Cartola com a história do Brasil no século XX. Dessa maneira, imagens dos acontecimentos ocorridos entre 1930 e 1980 eram acompanhados de sambas, nos mostrando o país (e a vida, por que não?) sob a ótica sensível e precisa de Cartola. E de quebra, cenas com os mais importantes representantes do samba. Não deixa de ser uma pérola a presença de Donga em um programa de auditório, sapateando um samba sob os olhares acanhados de um jovem Chico Buarque.

 

Se Maurício Kubrusly anunciou o primeiro disco de Cartola, ainda em fase de produção: “Vem aí o melhor disco do século”, talvez não seja exagero considerar Cartola como o melhor filme brasileiro do século... XX!!!!

 

Indispensável pra quem gosta de música!



Escrito por Marco Antonio às 11h50
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DUO HAI KAI

 

O VERBO

exagero

minha gratidão,

e desespero.

 

E O SUBSTANTIVO

exagero!

minha gratidão

é desespero!



Escrito por Marco Antonio às 18h43
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O blogMacCall está completando um ano de existência.

Foi uma experiência muito gratificante poder expressar idéias e emoções, sentimentos e pensamentos tratando de assuntos de meu gosto. Gosto de falar de quadrinhos, música, cinema, futebol, filosofia e outras coisas... que influenciaram meu modo de ser.

Só tenho a agradecer a todos os que me prestigiaram, seja com comentários, sugestões, notas etc. E àqueles que não se identificaram com blog também. Foram muitos os amigos que este blog me deu oportunidade de conhecer.

Mas algumas mudanças ocorreram em meu cotidiano, desde o ocaso do finado PC até a falta de tempo para desfrutar da vida virtual como ela merece.

Infelizmente tenho de dar por encerradas as atividades do blog... espero que temporariamente... mas não tenho previsão de retorno tão breve.

 

Mas estamos á disposição para o que for preciso, por meio das outras tradicionais formas de contato.

 

Grato a todos!



Escrito por Marco Antonio às 11h33
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Nesta semana, além da mudança de estação, com o fim do Verão e o início do Outono, temos também o início de um novo ciclo zodiacal. A partir do dia 21 um novo ano astral se inicia com o término de Peixes e a entrada em Áries.

É uma boa oportunidade para conhecermos a origem mitológica dos signos. Extraído do encarte produzido por Elifas Andreato para o LP Almanaque, de Chico Buarque.

 

Saudações piscianas



Escrito por Marco Antonio às 00h14
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ÁRIES

Áries é o Carneiro de Ouro, o Velocino de Ouro cuja pele tinha o poder de conferir riqueza e glória a quem a possuísse. Néfele, a Nuvem, deu o Carneiro de Ouro a seus filhos, Hele e Frixo, para que nele montassem e fugissem de Tebas, escapando assim à cólera da rancorosa Ino, filha de Marte e Vênus. Hele morreu na fuga, mas o jovem Frixo conseguiu salvar-se e imolou o Carneiro em oferenda a Júpiter. A preciosa pele do animal ficou sob a guarda de um dragão terrível e de touros ferozes, com patas de bronze que faziam tremer a terra. Enfrentando aventuras e perigos, desafiando monstros e seres infernais, mortais e imortais lutaram por ela. Por isso, Áries é um signo de ambição e belicosidade, fazendo com que os arianos amem a aventura e o perigo e sintam o desejo de possuir e dominar...

 

TOURO

Tauro tem como símbolo o touro branco no qual Júpiter se transformou para seduzir Europa, a formosa filha de um rei da Fenícia. Depois de enfeitar de flores o belo e manso touro, Europa montou sobre o dorso. O animal, então, lançou-se ao mar e levou-a para a ilha de Creta onde, à sombra dos plátanos sempre verdes, Júpiter assumiu sua verdadeira identidade e amou-a como só um deus pode amar. Outra lenda associa o signo de Tauro aos touros que guardavam o Carneiro de Ouro e que depois foram domados por Jasão, que os obrigou a arar o campos. Essas lendas revelam porque os taurianos são exclusivistas, exigentes, apaixonados e constantes no amor. Gostam do luxo e do conforto, mas não fogem ao trabalho. São persistentes e sabem que para colher é preciso antes semear...

 

GÊMEOS

Gêmini é simbolizado por duas figuras que representam os gêmeos Castor e Polux, filhos de Júpiter e Leda e irmãos daquela mesma Helena cuja beleza tantas desgraças causou. Uma grande amizade unia os gêmeos, mas somente Polux era imortal; e quando Castor, combatendo pela mulher amada, foi morto por uma flecha traiçoeira, Polux sentiu tal dor que suplicou a Júpiter que restituísse a vida ao irmão ou o fizesse morrer também. Como um imortal não pode ser ferido por Átropos, a Parca que corta o fio da vida dos seres humanos, Júpiter colocou os dois irmãos no Zodíaco, para que permanecessem juntos por toda a eternidade. É por isso que todo o geminiano tem algo de imortal; sua inconstância vem do seu divino desprezo pelas coisas comuns; sua aversão a regras e horários vem da sua percepção da vulgaridade das coisas materiais...

Escrito por Marco Antonio às 00h10
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CÂNCER

Câncer tem como símbolo o caranguejo que mordeu Hércules quando este lutava com a Hidra de Lerna. Hércules, filho de Alcmene e fruto de um dos muitos amores de Júpiter, teve que suportar o ódio de Juno, esposa de Júpiter, que não podia tolerar as infidelidades do marido. Quando Hércules já estava prestes a vencer a terrível Hidra – cujas duas cabeças tornavam a nascer tão logo eram cortadas – Juno, para distrair o herói, mandou que um caranguejo mordesse o seu pé. Hércules, porém, desprezando a dor, esmagou o caranguejo e venceu o monstro do Lago de Lerna. É por isso que o signo de Câncer guarda imagens de Juno e do caranguejo; e é por isso que os cancerianos são fiéis, defendem o lar e a família, guardam as tradições e, por menor que seja sua força, não hesitam em atacar os mais poderosos...

 

LEÃO

A figura que identifica o signo de Leo é a do Leão de Neméia, uma fera de força monstruosa, cuja pele não pode ser penetrada pelas flechas ou ferida por golpes de clava. Hércules venceu o animal com a força das mãos e da sua pele fez uma couraça e um escudo. O simbolismo do signo do Leão está ligado à conquista da glória. A imagem de Hércules faz recordar os Doze Trabalhos e suas muitas amantes. É por isso que o Leo é o signo dos filhos, pois geração após geração todos os homens têm que combater suas próprias lutas, suas hidras e seus leões. E é também por Hércules, o predileto dos deuses, e por suas amantes que o Leo é o signo dos amores e da sorte. Os leoninos são atraentes, criativos, ambiciosos e dominadores; são ciumentos e agressivos, carinhosos e ternos. Enfrentam a vida sem medo porque sabem que também são os prediletos dos deuses...

 

VIRGEM

Virgo é representado pela figura de uma jovem que segura um feixe de trigo: ela é a virgem Astréia, filha do impiedoso Saturno. No reinado de Saturno os homens viviam felizes, havia frutos em abundância e os rios eram de leite e mel – era a Idade de Ouro. Depois, a semente da maldade floresceu nos corações humanos, a terra se encheu de ódio e sofrimento, os campos deixaram de produzir e as águas dos rios se transformaram em lama fétida. Astréia se pôs a chorar e a chorar. Saturno, então, colocou-a no Zodíaco, como um símbolo do paraíso perdido. É por isso que Virgo é o signo do trabalho, do esforço penoso para reconquistar a paz, os campos férteis e os rios de leite e mel da Idade de Ouro. E é por isso que os virginianos são perfeccionistas, meticulosos, exigentes e intransigentes; eles querem reconquistar a aprovação de Saturno e o sorriso de Astréia...



Escrito por Marco Antonio às 00h09
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LIBRA

O símbolo de Libra é uma balança e está associado a Têmis, deusa da Justiça, mãe das Horas e filha do Céu e da Terra. Foi amante de Júpiter e foi desse amor que nasceram as Horas. Por suas virtudes e qualidades, Têmis foi respeitada por todos os deuses, até mesmo pela implacável Juno. Sua grande sabedoria só era comparável à de Minerva e suas opiniões eram sempre acatadas. Os pratos iguais da balança de Têmis indicam que não há diferença entre os homens quando se trata de julgar seus erros e acertos. Também não há diferenças nos prêmios e castigos: todos recebem seu quinhão de dor e alegria. Assim, o signo de Libra é um signo de igualdade e justiça, de imparcialidade e de minucioso rigor. Os librianos são amáveis e amáveis, amam as artes e a beleza, a alegria e o prazer. Guardam, porém, um pouco da postura altiva da orgulhosa Têmis...

 

ESCORPIÃO

O Escorpião é identificado pelo escorpião que, com seu veneno, matou Orion, o caçador. Dizem que Diana, a deusa caçadora, que no céu era chamada Lua e nos infernos Hécate, apaixonou-se por Orion, que à noite corria pelas florestas com seu cão Sírius. Como seu amor não fosse correspondido, pois Orion já dera seu coração a Aurora, que abria as portas do céu para a passagem do carro de Apolo, o Sol – a deusa Diana ordenou a um escorpião que matasse o caçador. Outra lenda diz que Diana se enfureceu por que Orion desafiou-a para uma competição e ousou tocar seu véu. De qualquer modo, o herói morto foi posto no céu, na constelação de Orion que tem como alfa a fulgurante estrela Sírius. O escorpião foi imortalizado no Zodíaco; sua influência determina inteligência e intuição. Os escorpianos estão sempre atentos, são ágeis no ataque e fiéis no amor...

 

SAGITÁRIO

Sagitário tem como símbolo a imagem do centauro Quiron, filho da oceânida Filira, que Saturno conseguiu seduzir transformando-se num belo cavalo branco. Tal como Europa, Filira montou no animal que a raptou, levando-o para o monte Pelion. Desse amor nasceu Quiron, que foi amado pelos deuses e que, a despeito de sua metade animal, adquiriu tal ciência e sabedoria que a todos espantava. Heróis como Ulisses, Jasão, Castor e Polux, Teseu, Esculápio e Aquiles sentaram-se aos seus pés, para ouvi-lo e aprender. É por isso que Sagitário é o signo da cultura e do saber. Os sagitarianos gostam de aprender e ensinar. São inteligentes, leais e intuitivos. Às vezes são gulosos e sensuais, sempre ávidos de amor e prazer. A flecha do centauro, apontada para o céu, não permite que eles se esqueçam de sua origem divina...

Escrito por Marco Antonio às 00h07
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CAPRICÓRNIO

A figura que serve de símbolo para o signo de Capricórnio representa Amaltéia, a cabra que deu seu leite ao menino Júpiter. Em virtude de um pacto que fizera com seu irmão Titã, Saturno devorava os filhos tão logo estes nasciam. Contudo, quando Júpiter nasceu foi salvo por sua mãe, Reia, que deu uma pedra a Saturno e escondeu o menino em Creta. Ali ele foi criado por duas ninfas, Adrastéia e Ida, que o alimentaram com mel e com o leite de Amaltéia. Depois de destronar Saturno, Júpiter imortalizou Amaltéia, transformando-a num símbolo de prosperidade e abundância. Essa é a razão porque Capricórnio é um signo de realização, autoridade e prestígio. Os capricornianos são dedicados e persistentes, constantes nas amizades, nos ideais e no amor. Seus esforços sempre são recompensados porque ainda recebem os benefícios da gratidão de Júpiter...

 

AQUÁRIO

Aquário é representado pela figura de um jovem com uma ânfora: é a figura de Ganimedes, um príncipe de tal perfeição e beleza que mereceu a atenção dos imortais. O poderoso Júpiter – que cometeu todos os pecados humanos – quis Ganimedes ao seu lado, no próprio Olimpo, apesar do jovem ser apenas um mortal: assim, transformou-se numa águia e levou Ganimedes para a morada dos deuses, dando-lhe a incumbência de servir o néctar nos banquetes olímpicos. O néctar que jorra da ânfora de Aquário lembra uma promessa de Júpiter: aquele mortal que beber da ânfora de Ganimedes poderá sentar-se ao lado dos deuses. Essa é a razão porque Aquário é um signo de aspirações elevadas, de idealismo e inspiração. E essa também é a razão porque os aquarianos são excêntricos e inconvencionais...

 

PEIXES

Pisces tem como figuras-símbolo a imagem de dois peixes. Diz uma lenda que eles são os delfins que salvaram Vênus e seu filho Cupido, o Amor, da fúria do gigante Tífon. Diz outra lenda que eles são os delfins que levaram a formosa Anfitrite até os braços do apaixonado Netuno, deus dos Mares e Oceanos. E assim, até hoje os delfins salvam náufragos porque ainda se lembram dos tempos dos deuses. Pisces é o último dos signos – mas a roda do Zodíaco não para de girar e em Pisces temos a nova gênesis de um novo ciclo. É por isso que os piscianos têm sempre um desejo de continuidade, de perpetuação: magoam-se facilmente e amam com intensidade; são mutáveis como a água e escondem afeições e rancores nas profundezas oceânicas da sua natureza sensível...

Escrito por Marco Antonio às 00h05
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espartânicas

Estréia no Brasil, no próximo dia 30 de março, o épico 300, dirigido por Zack Snyder, adaptado da graphic novel de Frank Miller, com Gerard Butler no papel de Leônidas, Lena Headey é a Rainha Gorgo e Rodrigo Santoro, com voz e estatura alteradas digitalmente para interpretar Xerxes, o imperador persa.

 

Miller, que sempre brinda seus fãs com histórias em quadrinhos surpreendentemente humanas e com arte acima (muito acima) da média, não participa da produção como fizera com outra obra sua, Sin City. Mas não foi preciso. Tal qual na produção de Roberto Rodriguez, suas páginas minuciosamente trabalhadas servem de storyboards para Snyder reproduzir quadro a quadro, incluindo as cores em tom pastel de Lynn Varley, a colorista da graphic novel Os 300 de Esparta.

 

E toda essa precisão cinematográfica nos leva para 480 a.C. nas Termópilas, estreito desfileiro a caminho do mar do Peloponeso, onde Leônidas, rei espartano, e sua guarda de elite composta por apenas 300 homens resistem à invasão persa, liderada por Xerxes, e mais de dois milhões de soldados. Uma história de Honra, Dever, Glória, Combate e Vitória... os títulos dos cinco capítulos em que se divide a graphic novel. E que determina definitivamente a História da Grécia Antiga.

 

Em um épico dessas proporções e de conteúdo bélico, conceitos como honra, dever, glória, combate e vitória podem evocar noções nazi-fascistas. No entanto são conceitos que independem de quaisquer ideologias ou teologias e que se adaptam facilmente a filosofias, quaisquer que sejam. Em verdade, 300 conta a história de homens em defesa de suas terras, de sua dignidade, de suas certezas, com a grandiosidade que a natureza humana poucas vezes demonstra no que concerne às determinações de seu destino.

 

 

No início do ano, a Devir editou Os 300 de Esparta em um tomo de luxo e em formato horizontal, diferentemente da mini-série original, publicada em 1998 em formato comum. A explicação é que mesmo fazendo uso do formato vertical, os painéis de Miller tomavam duas páginas.



Escrito por Marco Antonio às 23h12
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